quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Joao Pessoa - Capital paraibana: Tranquila, limpa e com um centro histórico que surpreende àqueles que não o conhece


A vista do conjunto de prédios do centro histórico de João Pessoa 

emoldurado pela mata dos meandros do rio Sanhauá é provavelmente

uma das imagens mais marcantes e ao mesmo tempo menos

registradas de uma capital brasileira. Sorte de quem chega ali sem

saber que é assim.

Fundada em 1585 como Cidade de Nossa Senhora das Neves, 

João Pessoa nasceu às margens do rio. No breve período de 

ocupação holandesa, em meados do século 17, passou a ser 

chamada de Frederikstadt. 


aqui nasceu João Pessoa, primeira rua da cidade

Com a reconquista portuguesa, virou Cidade da Parahyba, nome

mantido até 1930, quando passou a se chamar João Pessoa, em

homenagem  ao político  paraibano   assassinado  em  Recife

 naquele ano.


Ao longo do século 20, a capital paraibana perdeu importância 

econômica e viu ascender Campina Grande, no interior do Estado.


Desde então, o centro antigo da cidade entrou em decadência, agravada

pelo crescimento dos bairros da orla. A deterioração só foi contida a partir 

do final da década de 80, por meio de ações de revitalização coordenadas

 pelo governo do Estado, o Ministério da Cultura, o Iphan e o governo

 espanhol. 


Hoje o casario da cidade alta está restaurado, e a próxima etapa 

é revitalizar o Porto do Capim, nome do bairro à beira-rio onde a

cidade nasceu. 


Falacio da Redenção sede di governo estadual
Um dos patrimônios de relevante importância para a cidade e 
mesmo para o Nordeste brasileiro é a Igreja de São Francisco, integram  
o Centro Cultural, o Convento de São Francisco e o Museu de Arte 
Sacra e Popular no segundo piso.









Erguida por frades franciscanos, em 1589, ela já abrigou a Sede do Governo, um quartel, nosocômio, foi hospedaria de imigrantes, seminário diocesano, colégio etc. 

Sua construção é inteiramente fiel ao barroco rococó, constituindo-se
no mais importante monumento histórico-artístico e religioso.
Possui uma torre, bem ao gosto quinhentista,
é bastante recuada e, acima, numa espécie de globo, um galo 
indica a direção dos ventos. 


O interior da igreja é grandioso e prima pelo 

fino acabamento em madeira coberto de ouro.


A bela fachada chama a atenção pela cúpula

em estilo oriental, influenciada pelas navegações 

portuguesas na Índia.


O pátio externo é cercado por muros adornados por 

painéis de azulejos.


Na entrada do pátio fica uma cruz de pedra anterior à 

construção da igreja. 




Centro Cultural São Francisco



Enfatizando,o local merece ser visitado pelo grande número de obras de
arte que encerra. A igreja em si mesma possui grande riqueza artística, 
em cada um de seus elementos constitutivos (altares,
sepulturas, nave, teto).

pìntura do teto da nave, pintura com a impressão tridimensional


Possui guia para visita interna




É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 05 de maio de 1938. Localização: Praça São Francisco, s/n, Centro. João Pessoa - PB. Créditos: PBTUR



Outro patrimônio de grande e singela beleza é a Basílica N.Sra. das Neves, outro legado da ordens religiosas para a cidade, como outros espalhados pelo centro histórico.



A primeira igreja, neste local, foi construída ainda nos idos de 1586. Ao todo, foram três demolições sucessivas de templos, sendo a atual igreja idêntica à quarta reconstrução, realizada pelo Vigário Francisco Melo Cavalcanti. Tem muito valor para os fiéis da igreja paroquial, construída entre 1671-73 e demolida em 1686, passando à igreja episcopal. Foi benta na última década do século XIX. Suas torres e telhados podem ser vistos, numa bela composição, através da torre do sino da Igreja de São Francisco, que fica bem próxima. Praça Dom Ulrico, s/n, Centro. João Pessoa - PB Créditos: PBTUR
fachada em estilo barroco

A igreja de Nossa Senhora do Carmo, se destaca pela fachada também em estilo barroco.



Em barroco romano, a igreja possui uma única torre, com as características do estilo quinhentista, datada do século XVI, aproximadamente 1592. Muitos detalhes históricos sobre este conjunto se perderam, já que, com a invasão holandesa, houve perseguição aos Carmelitas, que enterraram seus documentos. A nave é ampla e majestosa com motivos florais, esculpidos em calcário. Vê-se ainda o escudo da Ordem do Monte Carmelo e um grande painel no Altar-Mor com as iniciais de N. Srª do Carmo. O exterior apresenta linhas austeras, desenhos e arabescos barrocos. Os Carmelitas vieram a Paraíba a pedido de D. Henriques, cerca de 1580, e construíram também a igreja anexa de Santa Tereza de Jesus. Localização: Praça Dom Adauto, s/n, Centro - João Pessoa - PB. Créditos: PBTUR


Também se destacam o mosteiro de São Bento, construído no século 17 em estilo barroco beneditino, e a igreja São Frei Pedro Gonçalves, em estilo neoclássico, situada no largo de mesmo nome, a parte mais charmosa da cidade. 



Igreja e Mosteiro de São Bento, construção dos frades beneditinos, o único templo católico que harmoniza as missas com cânticos gregorianos. Créditos: PBTUR


O antigo hotel Globo, restaurado, abriga o Centro de Informações Turísticas, uma mostra de artesanato e outra sobre a história do hotel.


Nem sempre o Hotel Globo funcionou onde se encontra atualmente, antes ficava na Rua João Suassuna, num prédio construído em 1912. O atual, no quadrilátero da Praça São Pedro Gonçalves, data de 1928, foi construído pelo hoteleiro Henriques Siqueira, mais conhecido como "Seu" Marinheiro. Hospedou, entre centenas de figuras ilustres, o futuro presidente João Suassuna, quando este chegou à capital a fim de assumir o governo. Do seu pátio, pode-se observar o pôr-do-sol, como um dos mais belos da cidade. 


Do seu pátio e jardins se tem uma das melhores vistas da cidade, principalmente ao entardecer, quando os últimos raios de sol tingem de dourado as curvas do rio Sanhauá. 



É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de agosto de 1980. Localização: Varadouro. João Pessoa - PB.

Também na cidade alta, a Casa da Pólvora, do início do século 18, é uma das construções mais antigas da cidade. Fica na ladeira de São Francisco, a primeira rua de João Pessoa, e hoje abriga o Museu Fotográfico Walfredo Rodriguez, com fotos antigas da cidade.



 

 

O que dizer da beleza da Igreja do Carmo



Em frente está o Casarão dos Azulejos considerado um dos mais belos exemplos da arquitetura colonial paraibano, restaurado a a partir de 1980, outrora foi residencia do Comendador Santos Coelho; Seus azulejos praticamente intactos foram trazidos da cidade do Porto, serviu de residencia, reprrtição pública e escola.

Hoje, abriga a Subsecretaria de Cultura do Estado e algumas exposições. 


Outra construção em destaque posso citar o Paraíba Palace Hotel,


Visitem o Teatro Santa Roza na praça Pedro Americo, um dos mais antigos do pais, inaugurado em 1889 tem uma bela ornamentação em seu interior.


Acredito que já viram a beleza desta linda e limpa cidade não é mesmo?
Em mais alguns dias irei dar continuação a esta publicação pois é muito vasta as belezas de João Pessoa.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fernando de Noronha , arquipélago maravilha!!!!!!!!!!!!



Fernando de Noronha é um arquipélago  de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no oceano Atlântico.
.
Apesar de pertencer ao estado de Pernambuco, Distrito Estadual desde 1988, o qual dista 545 km de Recife, fica mais perto do Estado do Ceará, 345 km e do Rio Grande do Norte, 360 km.
Localizado abaixo da linha do Equador , possui  diversas ilhas de origem vulcânica, a maior delas e que dá nome ao arquipélago possui cerca de 17 quilômetros quadrados de superfície.
 Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr, em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies  lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta.
















O centro comercial em Noronha é Vila dos Remédios, mas não é considerada capital por ser a ilha um distrito estadual. O parque nacional é hoje administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).


A ilha, ao ter sido descoberta pelo reino de Portugal, foi designada de Ilha de São João da Quaresma, provavelmente por Gaspar de Lemos, em 1500, ou por uma expedição da qual Duarte Leite erroneamente terá atribuído o comando a Fernão de Noronha, realizada em15011502. Porém o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, que tomou parte na expedição de Gonçalo Coelho.
"O fato de já ser chamada Ilha de Fernão de Noronha por Frei Vicente do Salvador[2], tal como hoje é conhecida, está justificado por provir do nome do primeiro proprietário da capitania hereditária, Fernão de Noronha ou Fernão de Loronha, após doação de D. Manuel I em 16 de fevereiro de 1504.
O arquipélago foi invadido algumas vezes, nomeadamente em 1534 por ingleses, de 1556 até 1612 por franceses, em 1628 e 1635 pelos holandeses, voltando ao controle português em 1700, para ser novamente conquistada pelos franceses em 1736 e definitivamente ocupada pelos portugueses em 1737.
Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias atuais, o arquipélago foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena no presídio ali existente, que funcionou de 1737 a 1942, sendo que de 1938 em diante apenas para presos políticos do Estado Novo.
Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como fantasma infernal para esses proscritos da sociedade, que viviam completamente alheios ao que se passava no resto mundo, apesar de o Governo proporcionar aos presos uma vida saudável de trabalho e de conforto."
Histórias a parte, conhecer Fernando de Noronha é o sonho da maioria dos brasileiros, pois suas paisagens são estonteantes e por que não dizer paradisíaca, e  uma fauna marinha para estudiosos nenhum botar defeito!




Mas a Ilha, como é de se esperar, enfrenta problemas ecológicos, muito embora protegida pela designação de parque nacional, muito do seu ecossistema terrestre está destruído. A maior parte de vegetação original foi cortada na época em que a ilha funcionava como presídio, para tornar mais difícil que prisioneiros fugissem e se escondessem.
Existe também o problema das espécies invasivas, especialmente a linhaça, originalmente introduzida com a intenção de alimentar gado, sendo que, atualmente, a sua disseminação pelo território está fora de controle, ameaçando o que resta da vegetação original. Sem a cobertura das plantas, a ilha não retém água suficiente durante a estação seca, e a vegetação adquire um tom marrom, secando como consequência.
Observa-se também a incoerência da permissão de criação de ovelhas na ilha, ao mesmo tempo em que se pede aos visitantes que preservem a Mata Atlântica insular, em recuperação.
Outra espécie invasiva é o lagarto localmente conhecido como teju, originalmente introduzido para tentar controlar uma infestação de ratos. A idéia não funcionou, uma vez que os ratos são noturnos e o teju diurno. Atualmente o lagarto passou a ser considerado praga em vez dos ratos.
Fernando de Noronha possui, também, problemas sociológicos, pois muitos nativos vivem de forma precária(vide o link http://www2.uol.com.br/JC/especial/noronha/arepublicadenoronha.html)
 Problemas a parte, Fernando de Noronha é um local de mergulho recreativo de nível internacional. Com águas quentes ao seu redor, mergulhos a profundidade de 30 a 40 metros podem ser feitos agradavelmente.

A ilha conta com três operadoras de mergulho, oferecendo diferentes níveis de qualidade de serviço.
Além disso, o arquipélago conta com interessantes pontos de mergulho livre, como a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró, dentre outros.


O arquipélago possui diversificada vida marinha, sendo comum observar diversas espécies de peixes, tartarugas e eventualmente tubarões e golfinhos.









Projeto Tamar em Ação

A vida na ilha é cara, mas vale a pena curtir pelo ao menos 4 dias, pois você consegue ver tudo.
Caso queiram alguma informação podem-me contactar que passo minha experiência para vocês e dou os pulos do gato, ou para os menos aventureiros procurem o site da Ilha e reservem seus passeios ou pacotes.
Indico a Pousada da Mercia que é uma pessoa simples e muito simpática.
Para vocês irem por conta própria sugiro pagar a taxa de permanência através do site de Noronha, mas antes reservem local de estadia, pois é preciso informar aonde vai se hospedar. De resto compre a passagem Natal-Noronha (ida e volta) à prestação e curtam esse paraíso para turista.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Abrolhos (Continuação)

Por causa da grande distância entre Caravelas e Abrolhos quem decide passar mais de um dia no arquipélago tem de dormir nas próprias embarcações das operadoras (o chamado live aboard). As cabines podem ser privativas, para até quatro pessoas, ou coletivas, repletas de beliches com camas de casal e solteiro (o número varia de acordo com o barco). A recomendação para os que costumam sentir náuseas em barcos é tomar medicamentos contra enjôo já antes da viagem e não abusar de leite e derivados.
Um dos destaques de Abrolhos são as enormes baleias jubarte que, de julho a novembro, visitam a região. Os barcos que realizam as“baleiadas” (passeios para observação desses animais) podem chegar a até 100 m das jubartes, que muitas vezes se aproximam ainda mais das embarcações e dão show pertinho dos visitantes. As operadoras de mergulho de Caravelas fazem esse tipo de passeio.
Mas só conhece realmente Abrolhos quem pula na água. Há raras e deslumbrantes formações de corais e naufrágios facilmente visitáveis como o Rosalina ou o Santa Catarina.
Há também mergulho para iniciantes, feitos sob a supervisão de um instrutror. Snorkel também pode ser uma boa para explorar o mar de Abrolhos. Nos arredores da zona controlada pela marinha, Santa Bárbara, tartarugas, peixes de todo tipo e belas formações de corais podem ser vistos assim.
O programa Live a Board leva os turistas a uma imersão completa no ecossistema do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. É vendido na agência local Abrolhos, credenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

POR QUE VALE A PENA?
Porque é um dos melhores points de mergulho do país. Pronto.
Não percam as baleiadas, passeios para ver de perto as baleias jubarte, que passam por Abrolhos entre julho e novembro.

Manifeste seu desejo de ir, junte um grupo que teremos o prazer de levar voce para mais esta aventura

Arquipélago de Abrolhos

Localizado no litoral sul da Bahia, a 70 quilômetros dos municípios de Alcobaça e Caravelas, o arquipélago de Abrolhos pode ser visitado de lanchas ou escunas autorizadas pelo Ibama, que partem de Caravelas, Alcobaça, Prado e Nova Viçosa - a viagem dura, em média, seis horas. É possível fazer passeios de um dia ou pernoitar no local - mas apenas nas escunas, que fornecem alimentação completa e equipamentos para a prática dos mergulhos livre e autônomo. Infra-estrutura (simples) de hotéis, pousadas e restaurantes, apenas na costa baiana.
O arquipélago, que fica no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, um dos primeiros do Brasil (foi criado em 1983), é composto por cinco ilhas vulcânicas: Santa Bárbara, Redonda, Sueste, Guarita e Siriba, mas somente nesta última o desembarque de visitantes é permitido. Sueste e Guarita são áreas de preservação ambiental e de realização de pesquisas. Redonda não recebe turistas por causa da desova das tartarugas e Santa Bárbara está sob jurisdição do Ministério da Marinha.
Abrolhos é um dos melhores lugares do Brasil para a prática de mergulho, com cerca de 160 espécies de peixes, golfinhos, tartarugas-marinhas, arraias, conchas, moréias, anêmonas. A visibilidade embaixo d'água alcança 20 metros. Entre julho e novembro aparecem as baleias jubarte.
Além de mergulhar, também é possível fazer passeios pelas cavernas das Siribas. A pesca é proibida nos limites do parque nacional, mas é liberada no Parcel de Paredes, no caminho entre Abrolhos e Caravelas. A melhor época para o turismo é de dezembro a março.

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