quinta-feira, 14 de junho de 2012

Rio de Janeiro - Parte 4 (continuação)


O Museu nacional como instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado por D.João VI, em 06 de junho de 1818 e, inicialmente, sediado no Campo de Sant’Anna, serviu para atender aos interesses de promoção do progresso cultural e econômico no país.
Originalmente denominado de Museu Real, foi incorporado à Universidade do Brasil em 1946. Atualmente o Museu é integrado pela UFRJ e esta sediado, nos dias de hoje, na antiga residência imperial, em São Cristovão( bairro imperial com diversas construções de uma época remota) na Quinta da Boa Vista.



Durante sua existência, o prédio do Paço de São Cristóvão ou Palácio Imperial, sofreu diversas transformações, D. Pedro II o ampliou em 1850 transformando o em  um magnífico palácio em estilo neoclássico, obra iniciada pelo arquiteto português Manoel da Costa, que foi substituído pelo Frances Pedro Jose Lazaret. O objetivo das alterações arquitetônicas era o palácio ser solidificado como lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado, visando reforçar a construção do Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em especial com segmentos da nobreza brasileira, que acompanharam e apoiaram o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco privilegiado a sua residência.

A família real  viveu por longo período neste palácio e o mesmo tornou-se testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.


Vista da Quinta com o Paço de São Cristóvão cerca de 1820, antes da reforma neoclássica. O edifício tinha um único torreão. Reparem que o portão de entrada que aparece nesta antiga foto, em frente ao paço encontra-se atualmente na entrada do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro que integra mais um espetáculo, à Quinta da Boa Vista(foto abaixo).





Nos primórdios dos séc. XVI e XVII a área pertencia a uma fazenda da ordem dos Jesuítas. Tendo sido os mesmos  expulsos em 1759 e houve o desmembramento e a parte de terra que hoje se conhece como a Quinta da Boa Vista  PASSOU A SER PATRIMÔNIO DA FAMÍLIA REAL.





























Após o casamento com D. Leopoldina, D. Pedro II passou a residir no Paço também. Ali nasceram a futura rainha de Portuga, sua filha D. Maria II e o futuro Imperador do Brasil, Pedro II. Foi na Quinta que D. Leopoldina  faleceu, em 1826, de parto.


A vida pregressa amorosa de D. Pedro II é conhecida por todos, próximo à Quinta, em um casarão presenteado por ele mesmo, vivia Domitila de Castro Canto e Mello, a conhecida Marquesa de Santos, sua favorita, com quem teve vários filhos.




O Solar da Marquesa de Santos foi tombado pelo IPHAN em 1938, hoje é conhecido como o Solar da Marquesa de Santos ou Museu do Primeiro Reinado e, atualmente, encontra-se em obras de restauração. Como o nome sugere o Museu, criado em 1970, foi criado para a  preservação da memória da passagem da família Real no Brasil.

Também chamado de Palacete do Caminho Novo, o  edifício possuí 2 pavimentos com traços do barroco colonial uma vez que foi reformado a partir de uma construção anterior. A decoração interna é requintada e foi entregue a artistas de renome na época.

Após reformas na época de D. Pedro I,  o prédio ganhou o atual pórtico com frontão clássico ladeado por 2 volumes laterais idênticos. A decoração interna foi elaborada por diversos artistas de renome da época.



Segundo historia, diz-se que o túnel acima,  que se encontra debaixo da escada, era passagem de D. Pedro I para a casa da amante. Das janelas de seu palacete o mesmo a vigiava, pois o solar é ladeado de janelas, talvez propositadamente.

Mas Domitila morou nele por pouco tempo (1826 a 1929) pois seu romance com D. Pedro I termina quando o mesmo casa-se com outra, após a morte de sua primeira esposa Leopoldina.

Enfatizo  que este rico acervo está sofrendo restaurações e que o mesmo ficou abandonado por descaso por muitos anos.

Solar a parte, voltemos ao Palacete Imperial, hoje Museu Nacional....

No Palácio de São Cristovão também nasceu e cresceu Pedro II , que em idade adulta  empreendeu diversas reformas  na propriedade, tais como obras de embelezamento dos jardins, executadas por volta de 1869 com projeto do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou,  as quais, muitas características originais permanecem até os dias atuais, como a Alameda das Sapucaias, um lago onde hoje pode-se andar de pedalinhos e outro onde se encontra uma gruta artificial onde pode-se alugar canoas a remo.
No Paço também nasceu a Princesa Isabel  , filha de D. Pedro II com D. Teresa Cristina.





A grande área da Quinta serve para os moradores como área de laser e de práticas de esportes como caminhadas e corridas e é ótima para um piquenique(convescote imperial por assim dizer - risos)

Não deixem de conhecer...as crianças irão ficar encantadas com a vegetação e os animais do Zoológico. Bom Passeio...boa história.









quarta-feira, 16 de maio de 2012

Filme sobre o Pao de Açucar parte 2


RIO DE JANEIRO PARTE 3 (CONTINUAÇÃO)




































O Estádio de Futebol, jornalistas Mario Filho, mas conhecido como Maracanã é segunda atração turística da cidade do Rio de Janeiro a ser visitada.

Construído em 1950, para sediar a Copa Mundial daquele ano, tem sido, desde então palco de grandes jogos e campeonatos nacionais e internacionais



Atualmente o Maracanã esta passando por uma grande reforma para estar apto e operante para a próxima Copa do Mundo, pois provavelmente será palco dos jogos finais da Copa de 2014





















Apesar de estar em obras  o estádio continua de portas abertas. A nova visitação foi aberta no dia 4 de março de 2011 e é feita pela Torre de Vidro. Localizado na Zona Norte da cidade, o acesso ao complexo – que compreende também o Maracanãzinho, a Pista de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Julio de Lamare – é fácil. É possível chegar de metrô (estação Maracanã ou São Francisco Xavier + integração), ônibus ou trem: todos param em frente ao Estádio.
Ao longo dos andares da Torre, é possível ver o acervo do estádio. A antiga Calçada da Fama foi transportada e lá estão eternizados 100 pares dos pés dos maiores craques do futebol mundial, entre eles: o Rei Pelé, Zico, Garrincha, Rivelino, Didi, Eusébio, Beckenbauer, Romerito, Figueroa, Ronaldo Fenômeno, Roberto Dinamite, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Gerson e a melhor jogadora do mundo de futebol feminino em 2006, eleita pela Fifa, e campeã dos XV Jogos Pan-Americanos, Marta - a única mulher a fazer parte da calçada da fama.
Acessando o terceiro andar, pelas escadas rolantes ou pelos elevadores panorâmicos da torre de vidro, o visitante encontra mais pés da Calçada da Fama, a estátua do ex-jogador Zico, os bustos do ex-técnico Zagallo e do eterno Garrincha. Uma maquete virtual do estádio dá ao visitante sensação de estar dentro do novo Maracanã. A grande novidade deste formato fica por conta do mirante, de onde é possível ter uma visão privilegiada das obras, acompanhando de perto esse momento histórico, a transformação do estádio.
Uma loja de produtos de esporte e lembranças do estádio e um bar completam o espaço que, climatizado, oferece mais conforto, qualidade e segurança aos visitantes.

INFORMAÇÕES: (21) 8871-3950
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 9h às 19h, de segunda a domingo, inclusive feriados.
INGRESSOS PROMOCIONAIS: R$ 20,00 (Estudantes brasileiros pagam meia. Pessoas da terceira idade e portadores de necessidades especiais e seu acompanhante com carteira de identificação não pagam).


ARQUIPÉLAGO DAS  CAGARRAS






























Arquipélago das  Cagarras. Um conjunto de sete ilhas e rochedos (Laje da Cagarra, 
Cagarra, Filhote da Cagarra, Matias, Praça Onze, Comprida e Palmas) localizado
 a cerca de 5 km ao sul da praia de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro.
Não há consenso sobre a origem do nome. A mais aceita é que seria devido 
à grande quantidade de excremento das aves marinhas que habitam 
ou sobrevoam o arquipélago. 
Elas se alimentam principalmente de peixes e, depois, excretam o excesso
 de cálcio de suas refeições nas encostas rochosas das ilhas, manchando-as 
de branco.
Em 1730, a ilha principal, a Cagarra, figura numa carta náutica com o nome
afrancesado de "Ilha Cagade". Numa outra carta, datada de 1767,
aparece com sua denominação em português: "Ilha Cagado".
Um outro fato, no mínimo curioso, é que o nome do arquipélago é o mesmo 
de uma ave, que vive na Ilha da Madeira (território português a oeste da 
costa africana). Mas a cagarra ou cagarro ("Calonectris diomedea") não é encontrada por aqui.
Em 13 de abril de 2010, foi criado o Monumento Natural do Arquipelágo das Ilhas Cagarras. Uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, com o objetivo de preservar este paraíso  ecológico.
É comum encontrarmos pássaros como Gaivotas, João-Grandes (também conhecidos como Fragatas ou Tesourões), Atobás, Maçaricos, Gaviões, Corujas, Trinta-Réis, Bem-te-vis, Biguás, Garças, Urubus (estes, mais comuns nas ilhas onde ocorre lixo derivado dos acampamentos desordenados), entre outras espécies.
Animais como ratos, cobras e lagartos também já foram observados por lá.
A vegetação é típica da mata atlântica com forte ocorrências de bromélias, clusias, orquídeas, filodendros e algumas árvores como palmeiras.
No fundo de suas águas, encontramos uma enorme variedade de peixes, crustáceos, moluscos, algas, estrelas do mar, além das visitas constantes de tartarugas, golfinhos e até baleias.
TOUR: Passeio de Barco para Ilhas Cagarras
O QUE INCLUI: Passeio de Barco e Frutas da estação.
DURAÇÃO: 04:30h
HORA DE EMBARQUE: 10:00h
LOCALIZAÇÃO: Ilhas em Frente a Ipanema.
FREQUENCIA: Todos os Dias (Os roteiros poderão ser alterados ou cancelados de acordo com as condições meteorológicas)
PRINCIPAL ACESSO: Aterro do Flamengo -   Preço R$ 100,00 por pessoa



terça-feira, 6 de março de 2012

O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO - Parte 2 (continuação)

















A Pça XV de Novembro, sem dúvida pode ser considerada um dos locais mais importante da cidade do Rio de Janeiro, porque nela ocorreram, durante vários séculos, os acontecimentos mais significativos que afetaram o destino não só da cidade, mas também do país.
No nício do século XVII, quando o Morro do Castelo começou a ser pequeno para a cidade, esta lançou-se para a Várzea, onde já existia uma ermida, erguida para Nossa Senhora do O', localizada numa área muito pantanosa que passou a ser conhecida como Terreiro do Ó. Posteriormente o local passou a ser o Terreiro da Polé, porque nele foi instalado o tronco, instrumento de tortura para castigar os negros.
Depois também ficou conhecido como Largo ou Rossio do Carmo, porque ficava em frente ao Convento do Carmo, passou a ser o Largo do Paço, porque nele estava localizada a casa que foi o Paço dos Governadores, Paço dos Vice-Reis, Paço Real e Paço Imperial. Com a Proclamação da República, em 1889 passou a ser a Praça Quinze de Novembro e sofreu uma reforma em 1894 para o novo ajardinamento e a inauguração da Estátua do General Osório.
Na Praça ficava o antigo Porto do Rio, com o Cais Pharoux, nele era da família Sá o trapiche de Ver o Peso, apropriado por Salvador Correia de Sá e Benavides em 1636 e que ficou sob o controle da família até 1850. Este trapiche encontrava-se mais ou menos no lugar onde hoje está o Espaço Cultural dos Correios, ao lado da Casa França Brasil e o acesso ao trapiche foi a origem da Rua do Ouvidor.























O Chafariz da Pirâmide(imagem acima) foi construído no Largo do Carmo, na beira do Cais, em 1779, para substituir outro existente no meio do Largo, visando melhor atender ao movimento de abastecimento de água das embarcações do   Cais. Estava localizado junto ao mar, mas hoje uma larga Avenida e toda a Praça da Estação das Barcas separa o Chafariz das águas da Baía de Guanabara.
O Chafariz é uma das obras que Mestre Valentim da Fonseca e Silva, virtuoso escultor e entalhador, filho de nobre português com uma escrava, realizou na cidade no tempo do Vice-Rei D. Luiz de Vasconcelos. Em 1990, o arquiteto Pedro Alcântara idealizou a escavação da área frontal do Chafariz, recuperando a visualização com o conjunto da escadaria original de acesso ao Cais.
O Chafariz, foi contruído em gnaisse carioca e representa uma torre, encimada por uma pirâmide com delicados ornamentos, tendo em seu topo a Esfera Armilar, que é o globo terrestre representado pelos paralelos e meridianos e simbolizava o poderio do Rei de Portugal ao redor do mundo. Na face que dá para o mar vêem-se as armas do Vice-Rei, acompanhadas de uma inscrição latina.
Na praça ainda podemos ver o Monumento ao General Manuel Luiz Osório, obra de Rodolfo
Bernadelli em homenagem ao militar que se destacou na defesa do Império na Guerra do Paraguai - 1864 a 1870. Foi
encomendado em 1887 e inaugurado em 1894, depois de fundido em Paris, na Fundição das Oficinas Thiébault, com o bronze de canhões tomados pelo Brasil, na Guerra do Paraguai.

























O Terreiro do Carmo, nome dado porque o largo que ficava em frente ao Convento do Carmo, existiu um prédio onde funcionava desde o Século XVII, o Armazém Del Rei. A partir de 1697 o prédio passou a abrigar a Casa da Moeda, que já funcionava desde 1694 na cidade de Salvador, na Bahia, e foi então transferida para o Rio de Janeiro. Nela foram instalados os fornos e a fundição real para processar o ouro que vinha das Minas Gerais. A fábrica foi fundada por ordem de D. Pedro II, 23o Rei de Portugal (1683-1706) que julgou que era necessário criar no Brasil um sistema monetário próprio, com o duplo objetivo de fornecer meio circulante à Colônia e de angariar tributos para a Coroa Portuguesa.
No início do Século XVIII, com as invasões francesas de 1710 e 1711, a casa foi afetada de formas diversas. Em 1710, corsários do francês Jean François Duclerc foram vencidos em violenta batalha travada no terreiro do Carmo, em frente à Casa. Parte dos prisioneiros ficou detida na cadeia ali existente. Em 1712, durante a invasão de Duguay-Trouin, o prédio foi fortemente bombardeado e teve suas oficinas inutilizadas, mas depois das invasões foi restaurado.
























Na travessa do Comercio, Carmem Miranda viveu seus ultimos dias...
Assistam ao vídeo(amador) abaixo:




No ano de 1743, vários comerciantes e moradores da rua do Ouvidor, no trecho denominado "da Cruz"(entre a rua do Mercado e Primeiro de Março), ergueram um oratório dedicado à N. Sra. da Lapa dos Mercadores na esquina de uma casa. Em 20 de junho de 1747, os comerciantes dos arredores da rua da Cruz se reuniram para decidir a formação de uma irmandade e a conseqüente edificação de um templo em honra à Nossa Senhora da Lapa Esta igreja foi chamada "dos  Mercadores".
Emitida a provisão para sua edificação a 04 de novembro de 1747, em dezembro seguinte, foram lançadas as fundações deste gracioso templo de planta elíptica. Desde 06 de agosto de 1750, já se podia benzer uma parte da igreja que estava pronta para o exercício do culto. De 1753 a 1755, concluíram-se os trabalhos. A decoração interna ficou pronta em 1766.
De 1869 a 1879, sofreu uma remodelação que eqüivalia a uma reconstrução. Nessa ocasião fez-se a entrada por uma galilé de três arcos fechada por grades de ferro e construiu-se a tôrre sineira central. A capela-mór foi muito ampliada. Durante as obras, foi encontrado enterrado atrás da Igreja um grande medalhão circular em mármore de Lióz representando a coroação da Virgem. Provavelmente estava destinado à Igreja da Ordem Terceira da Penitência, a qual pertencia o aludido terreno, e que, por algum motivo, não foi aproveitado. Foi então afixado à fachada principal, sobre a janela do côro. Duas esculturas em vulto redondo de santos em mármore de Lióz, feitas em Portugal, foram colocadas em nichos da fachada. Uma terceira, representando a religião, foi posta na tôrre.
Na decoração interior, muito colorida como era do gosto da classe comercial, as talhas de madeira se confundem com o estuque. Toda a obra de talha foi executada por Antônio de Pádua e Castro e os trabalhos em estuque por Antônio Alves Meira. Este último era de uma família de estucadores, cujo irmão trabalhou no interior da Candelária. Apesar da data tardia, a decoração da Nossa Senhora daLapa dos Mercadorespossui um estilo rococó tardio muito razoável e um conjunto muito gracioso.
Quando estourou a revolta na armada brasileira, em 06 de setembro de 1893, um tiro disparado alguns dias depois pelo encouraçado Aquidabã atingiu a tôrre sineira do templo, derrubando a estátua da Religião, que, apesar da queda de mais de vinte e cinco metros, sofreu poucos danos, sendo o fato considerado milagroso. Tanto a estátua quanto a bala encontram-se hoje na sacristia. Na tôrre, por sua vez, foi depois instalado o primeiro carrilhão da cidade, anterior ao da Igreja de São José.

Além do Paço, fazem parte do conjunto da Praça XV de Novembro, o Arco do Telles, a Bolsa de Valores, o Chafariz da Pirâmide e a Estação das Barcas, de onde partem as barcas, os aerobarcos e os catamarãs que fazem o transporte de passageiros pela Baía de Guanabara, para Niterói, Paquetá e Ilha do Governador.
Na Praça XV existiu, um grande Mercado Municipal, que teve sua construção iniciada em 1825 e ficou pronto em 1841, foi projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny e ia até a Rua do Ouvidor. Com as obras de reconstrução da cidade por Pereira Passos, no início do Século XX, ele foi demolido e em seu lugar surgiu um outro prédio todo metálico construído na Inglaterra e na Bélgica, com projeto de Alfredo Azevedo Marques. Dele atualmente resta apenas uma de suas torres metálicas, que eram cinco, onde funciona o Restaurante Alba Mar.
A tualmente um viaduto, o Elevado da Perimetral corta a Praça XV ligando o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil. Em 1998 a Praça  foi completamente remodelada ganhando um subterrâneo por onde passam os ônibus e foi restaurado o Chafariz da Pirâmide, juntamente com um pedaço do antigo cais.
Ao fundo da Praça mas já pertencendo á Rua Primeiro de Março, existe ainda o importante conjunto arquitetônicoformado pelo antigo Convento e pela Igreja do Noviciato do Carmo que foi a Catedral Metropolitana até mudar-se para a Av. Chile e pela Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo.




A história da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé remonta aos primeiros anos de fundação da cidade, com a chegada dos carmelitas que nela vieram se instalar em 1590. Foram ocupar as antigas habitações dos beneditinos na Várzea, no Caminho de Manuel de Brito que deu origem à Rua Direita, onde já existia a Ermida de Nossa Senhora do Ó que foi utilizado como capela conventual.
Em 1619 teve início a construção do novo Convento em um terreno ao lado da Capela, com dois andares, cada um com 13 janelas. A construção dava vista para o campo em frente que na época ficou conhecido como Campo do Ó, atual Praça XV de Novembro. Neste Campo, o Conde de Bobadella edificou, em 1743 a nova residência dos Governadores, o atual Centro Cultural Paço Imperial.
A ermida desabou em um dia de festa soterrando os fiéis, mas sobre suas ruínas teve início a construção de um novo templo que foi inaugurado, em 1761, por Frei Inocêncio do Desterro de Barros mesmo sem estar completamente pronto com uma procissão solene. Sua decoração interior teve início em 1785, por Mestre Inácio Ferreira Pinto e constitui-se em um monumento do estilo rococó brasileiro.
Quando D. João chegou ao Brasil, em 1808, foi render graças pelo sucesso de sua viagem, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, que na época abrigava a Sé da cidade. D. João instalou-se na então Casa dos Vice-Reis, que passou a ser o Paço Real, em frente ao Convento do Carmo, que também foi ocupado pela Corte.
Na época os carmelitas foram instalados no Hospício dos Capuchinhos localizado na Rua dos Barbonos atual Evaristo da Veiga.
Em 13 de junho de 1808, D. João, por um Alvará Real elevou a Igreja à condição de Capela Real e logo depois também a Catedral, seguindo os moldes de Lisboa de acumular as duas funções no mesmo local. Em 1817, D. João mandou concluir a decoração interior da Igreja. As pinturas ficaram a cargo de José Leandro de Carvalho que pintou o painel do altar-mor no qual a Virgem Maria carregada entre nuvens tem a seus pés a Família Real e também as pinturas da nave.
A partir de 1808 todas as grandes solenidades religiosas da Corte de Portugal e depois do Império Brasileiro tiveram lugar na Capela Real:
  • em 1816 nela foi realizado o Réquiem pela morte de D. Maria I;
  • em 1818 nela foi realizada a Sagração de D. João VI – Rei de Portugal, Brasil e Algarves, a única sagração de um Rei europeu realizada em terras americanas, na ocasião sua torre recebeu um novo sino doado por D. João;
  • em sua Pia Batismal foram realizados os batizados de inúmeros príncipes e princesas da Casa Real, entre eles: em 1819 da Princesa D. Maria de Glória, que viria a ser a Rainha D. Maria II de Portugal; D. Pedro II e da Princesa Isabel;
  • nela foram Sagrados os dois Imperadores do Brasil: D. Pedro I em dezembro de 1822, quando ela passou a ser a Capela Imperial e D. Pedro II então com apenas 15 anos em julho de 1841;
  • em seus altares receberam as bênçãos nupciais: D. Pedro I em seus dois casamentos com D. Leopoldina em 1817 e com D. Amélia em 1829; D. Pedro II com D. Tereza Cristina em 1843 e a Princesa Isabel com o Conde d´Eu em 1864.
    O autor do projeto da Igreja é desconhecido, mas ao longo do tempo várias adaptações e acréscimos, modificaram bastante sua unidade arquitetônica, no entanto, o frontão da igreja permaneceu em Estilo Barroco. Quando em 1857, a Rua do Cano, hoje Sete de Setembro, foi levada até o Largo do Paço, a Catedral não sofreu alteração fundamental, pois seu corte atingiu apenas o antigo Convento do Carmo.
    Sua torre sineira possui um sino denominado D. João VI, fundido em 1822 por João Batista Jardineiro, nele está gravado o brasão da Família Real Portuguesa, no campanário existem outros seis sinos.

    Com a Proclamação da República a Igreja sofreu uma restauração e em 1900 foi reinaugurada como a Catedral Metropolitana, com grandes solenidades, em celebração do Quarto Centenário da Descoberta do Brasil.
    Em 1903 os resíduos mortais de Pedro Álvares Cabral foram transferidos da Igreja de Nossa Senhora da Graça da cidade de Santarém, em Portugal, para a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro e nela se encontra até nossos dias, apesar dela não ser mais a Catedral.

    Uma bonitas obra, a pia batismal que batizou a Princesa Isabel, também se encontra no interior da igreja que pode ser visitada com guia local por um preço simbólico.
    No tempo do Cardeal Arcoverde, Arcebispo entre 1897 e 1930, a Igreja ganhou a torre do lado da Rua Sete de Setembro, de gosto eclético, que descaracterizou a fachada original. Nesta torre foram colocadas as armas e o chapéu cardinalício, mais acima o relógio e os sinos, na fachada foi colocada a imagem em mármore branco do Padroeiro da Cidade - São Sebastião que tem uma altura de 4,5 metro. Para comemorar o jubileu do Dogma da Imaculada Conceição, a Igreja ganhou, acima da torre, dentro de um círculo gradeado de ferro, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, em bronze dourado. Estas reformas foram inauguradas nas Comemorações dos 100 anos da Independência do Brasil em 1922.



    Em 1941 a Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN. A Igreja da Sé manteve sua condição de Catedral até 20 de novembro de 1976, quando a Catedral foi transferida para a Av. Chile e ela passou a ser a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé depois de ter sido por 168 anos a Sé da cidade do Rio de Janeiro.
    Em 2006, em virtude das más condições de conservação da Igreja que teve até partes ameaçadas de desabamento, teve início uma restauração completa da Igreja visando aprontá-la para as comemorações dos 200 Anos da Chegada de D. João ao Rio.

    A Igreja da Antiga Sé foi reinaugurada solenemente em 8 de março de 2008 e encontra-se aberta ao público para visitas, para concertos e para apresentação do espetáculo de som e luz que conta sua história, tendo voltado a ser um ponto de interesse cultural e turístico da cidade.
    Tem levado a seu interior uma grande quantidade de pessoas que vão visitá-la especificamente ou que apenas passam diariamente por um dos pontos de maior circulação do Centro em sua rotina de trabalho e de afazeres, em ambos os casos atraídos por sua beleza e imponência, mas ali vão desfrutar de algum tempo de sossego para resgatar um pouco da História do Rio e do Brasil, escrita em suas paredes ao longo dos seus 420 anos de sua existência.


    Altar Mor























    Deambulatório


     Tribunas, onde os imperadores assisitiam as solenidades

    Saída, quebra vento e acima o coro














    Na página A ANTIGA SÉ APÓS A RESTAURAÇÃO é apresentado o resultado das trabalhos realizados na Igreja para as comemorações de 2008.










O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO - Parte 2

 A maioria dos turistas ao vir para o Rio de Janeiro, se concentram mais na Zona Sul do Rio de Janeiro, devido as suas belas praias. Poucos conhecem, e é uma pena, a riqueza patrimonial de seu centro, cheio de ricas construções e uma historia surpreendente.



 
 Antiga cadeia onde o líder da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, foi encarcerado, antes ser enforcado, o Palácio Tiradentes é hoje sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), que abriga a memória do Parlamento brasileiro. 


O Palácio Tiradentes também funcionou como Câmara dos Deputados, até o fechamento do Congresso e subseqüente implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas, em 1937. 

No mesmo Palácio aconteceram, também, as Constituintes de 1933 e 1946. 

No hall de entrada do Palácio, o visitante pode encontrar, hoje, uma exposição sobre a história política do Brasil. A pintura do teto do Salão Nobre foi realizada por Timóteo da Costa. Na parte frontal do edifício existem 6 colunas, com 12 metros de altura, cada uma. Na frente do Palácio ergue-se uma majestosa estátua de Tiradentes esculpida em bronze e duas colunas em estilo “ neogrego ”, anunciando a monumental escadaria. Na parede principal, atrás da mesa presidencial, importante pintura de autoria de Eliseu Visconti. A arquitetura do Palácio mescla diversos estilos, com ênfase no renascimento italiano, refletindo o gosto eclético da época.


Fonte - Jornal Extra / HC Gallery – hcgallery.com.br


Pesquisar este blog